quinta-feira, 19 de julho de 2012

Maré boa!

Passado o meu inferno astral, que durou quase um ano (eu nunca vi isso), posso sentir as novas e boas vibrações que esse ano vem me proporcionando. É uma maré muito boa e fértil. Claro que, vez ou outra, ainda tenho que nadar contra a correnteza de negatividade e obstáculos que vão aparecendo, mas, diante do que eu passei durante esse período "dark", é moleza, e, vou tirar de letra.

Neste ano, eu completo 33 anos de idade. Impossível não dar uma parada geral para pensar em tudo que eu já fiz ou deixei de fazer na minha vida. É hora de fazer um balanço das perdas e lucros e estabelecer novas metas, novos objetivos. É como se um ciclo se fechasse e outro estivesse sendo aberto. Na verdade não é como se fosse; simplesmente é e pronto! E devo dizer que estou pronta pra mergulhar de cabeça nesse novo ciclo.

Ainda estou aprendendo a não olhar para trás e remoer arrependimentos e acontecimentos. Não é fácil me desapegar do passado, do carinho, afeto e consideração que ainda tenho por algumas pessoas do meu passado, mas que, não querem fazer parte do meu presente. 

Estou aprendendo também a lidar com essa minha mania de me doar demais, de me entregar fácil demais, e com esse meu "talento" pra disperdiçar minha energia à toa. Apesar do tempo e das "porradas" que já tomei da vida, eu ainda não aprendi a me preservar. Ainda me entrego muito fácil, me apego muito fácil, de dôo muito fácil, sem nada em troca. -Não! Este não é um texto de autopiedade, estou apenas tentando fazer uma autoleitura.-

Profissionalmente, ainda me sinto impotente. Não trabalho com o que gosto, mas, pelo menos as contas são pagas no fim do mês. Não posso reclamar. Satisfeita, então? -Não!- Mas estou lutando para mudar essa realidade.

Vida amorosa? Bem, essa está complicada. Um novelo de lã bem embaraçado, que eu não vou desembaraçar agora, porque, se trata de mais um de meus talentos: Gostar da pessoa errada...ou melhor, da pessoa certa na hora errada, ou ainda...(bom, deixa pra lá!). Eu sei bem o que eu quero, mas está difícil conciliar o meu querer com o poder.
 
A família, vai bem, muito bem, graças à Deus, obrigado!

Amigos? Sim, tenho (será?). Pouquíssimos! Se é que eu realmente os tenho. Na verdade eu nunca soube o que é uma amizade verdadeira. Já dei muitas provas de amizade, mas, nunca as tive de volta. Nunca tive um amigo(a) que soubesse, só de olhar pra mim, se estou bem ou não, porque sempre fui eu quem desempenhou esse papel, o papel da fiel ouvinte. Parece que eu nasci com a frase escrita na testa: "Confesse aqui, seus pecados" ou "Desabafe aqui". Era sempre eu quem procurava os amigos, e nunca ao contrário. Talvez eu não tenha descoberto esse(a) grande amigo(a) porque talvez eu nunca tenha realmente precisado. Ou, acho que nunca precisei, pois tenho um defeito grave de personalidade, a "autosuficiência". 

Eu sempre acho que posso lidar com tudo sozinha, sempre andei sozinha, sempre fiz tudo sozinha. Talvez isso tenha feito com que eu não percebesse muita coisa ao meu redor. Sou durona, orgulhosa, raramente vou admitir que preciso de ajuda, mas por dentro eu estou gritando "socorro!" Estou sempre bem, sempre sorrindo por fora, mas por dentro estou extremamente carente. E é disso que eu sinto falta! De alguém que olhe para dentro de mim, e que escute meu grito silencioso de socorro. Alguém que tenha paciência e me ouça de verdade e não de maneira superficial. Mas isso é uma história para outro post que provavelmente eu já documentei aqui no blog.

Até tenho, ainda, muita coisa para falar. Mas, se eu continuar, provavelmente serei redundante, e, de repente repetir as palavras de um post antigo qualquer. 

E que venham os meus trinta e três anos e todas as suas consequências, pois, ainda me sinto uma criança.

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