terça-feira, 3 de julho de 2012

Sem hora pra pensar...


"Ah, essa Manhã! Eu não queria falar mal dela, mas a Manhã foi tão mal educada comigo hoje, que, passou por mim e nem me cumprimentou."

***

"As estrelas estão sempre no mesmo lugar. Nós é que nunca estamos, para vê-las sempre no mesmo lugar. Por isso, pensamos que elas se mudam..."


Gostando de ver que minha capacidade de poetisar ainda não morreu :-)

A luta: Razão versus Coração.

O sono, esse folgado e preguiçoso, anda me abandonando durante a noite. Logo quando eu mais preciso dele, para descansar a cabeça, descansar o corpo e renovar as idéias. E ele faz isso comigo...simplesmente me deixa. Fico à mercê da minha cama, tão confortável e ao mesmo tempo tão cruel. Ela fica me acariciando enquanto eu sinto falta do sono. 

Durante esta sessão de tortura, ainda tem meu travesseiro, que é o único que realmente me ouve com atenção, mas que, ora me fala coisas que não quero ouvir, ora me lembra coisas do passado que eu tento esquecer e me alerta para os perigos do futuro incerto para o qual estou caminhando. Me diz que estou tentando me inserir num contexto que não me cabe, que não tem espaço para mim, e que as brechas são até grandes, mas que não vou conseguir entrar por ali, a menos que se abra uma porta ou janela para eu entrar. Mas que a abertura não depende mais de mim. A sorte foi lançada!

E meu travesseiro ainda me diz pela manhã: "-Teus sentimentos são nobres, minha pequena! Mas quem vai recebê-los precisa estar de peito aberto, preparado pra receber o melhor de ti. E não é o que vejo."

Logo ao pôr meus pés no chão pela manhã, começa um grande debate entre Razão e Coração, que ficam se indagando com argumentos, cada qual defendendo seus motivos. E eu, sem ter controle de nada no meio desse liquidificador de pensamentos, se meto o bedelho, acabo me cortando. 

À tarde, tento chegar à uma conclusão disso tudo, mas...impossível! Razão e Coração ainda não se entenderam. Só me resta esperar, como sempre.

Eis que chega novamente a hora do encontro com minha cama, junto com meu travesseiro. Quase um triângulo amoroso, não fosse a intervenção do cobertor, que vem como juiz de paz. Então, encosto a cabeça no travesseiro, na esperança de ouvir um de cada vez, Razão e Coração, que ainda estão discutindo incessantemente, sem chegar à qualquer conclusão.
Ao longe, vejo o sono chegando, mas, quando ele se depara com tal situação de indecisão, sai correndo "para não atrapalhar a discussão". E novamente me abandona na calada da noite.

(Giselle Vergna)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Meti o pé na porta e entrei com tudo em Julho

Depois da agonia de não saber -até o último momento- se iríamos tocar ou não, eis a confirmação: "Vocês sobem às 20h" ...Caramba, que nervoso!

O sangue estava quente, mas, o frio na barriga e as mãos geladas são inevitáveis quando se tem mais de 5 mil pessoas na platéia. Tem que ter coragem pra encarar. Mas quando subi e vi tantos rostos amigos, todo aquele nervoso sumiu e foi como se eu estivesse entrando na minha casa, saca? Fiquei muito à vontade. Mas, que é foda estar na mira dessa galera toda...ah, isso é!


A entrada do mês de julho não poderia ser melhor, digamos que foi em grande estilo. Eu estava com saudade do palco, e quem me conhece, sabe que eu levo muito a sério o lance de subir no palco e tomar posse de um microfone.

Depois do furacão de ontem, nem tenho palavras pra descrever a sensação de dever cumprido.

Obrigada, Senhor, por me proporcionar tamanha alegria ontem!

sábado, 30 de junho de 2012

Desencoste-se já!

Gostaria de compartilhar aqui no meu blog, uma reflexão que acabo de ler no meu facebook. Foi a atualização de estatus da Maria Elvira, que me inspirou nessa noite bonita. Na verdade eu não a conheço bem. Nosso contato (ainda) é só pelo facebook. Adicionei-a depois de assistir uma apresentação de sua banda Engrenagem Urbana no Espaço Volume Dez, aqui em Cidade Tiradentes, onde fiquei encantada com sua voz. E eu quanto cantora, adoro conhecer outras influências musicais.

Essa moça é mãe de uma criança especial, que é cadeirante. Mas, por que é pertinente falar de seu filho? Porque ela é uma guerreira que não se deixa abater pelas inúmeras dificuldades do seu dia-à-dia. E, apesar de sua dura rotina, só tem coisas boas e doces a dizer. Suas atualizações de estatus na grande maioria das vezes são de reflexão, são motivacionais. E você pensa que são frases feitas ou citações de escritores famosos, ou de pessoas importantes? Não! São reflexões que ela faz. Enfim...só queria dividir, passar adiante esta reflexão. E, por que eu resolvi passar adiante a reflexão que Maria Elvira fez? Porque assim como me inspirou e me fez mudar de idéia a respeito da minha atitude nos últimos tempos, pode inspirar e despertar outro alguém, que vai inspirar e despertar outro alguém, que também vai inspirar e despertar um outro alguém...

É sempre muito bom compartilhar boas inspirações, numa espécie de "corrente do bem".

Lá vai:

"Amizade não é se encostar. Ninguém pode pegar o seu problema mesmo querendo, principalmente quando sua alma quer que você aprenda, não aprenda a criticar alguém que não está do seu lado, mas aprenda a dar a si mesmo o que tanto quer de alguém. E Deus, ele te deu o corpo, a alma, e todas as condições pra que você caminhe! Quando você deixar de se culpar e se julgar tanto, vai começar a reconstruir sua vida de novo! E todos estamos no mesmo barco. Fazendo companhia uns aos outros mas não para morrer afogados juntos! Quantas vezes eu quis culpar os outros pela minha tristeza, e nessa hora é que realmente todos desapareceram. Será que foi acaso? Acho que não. Percebi que não podia cobrar que alguém me suportasse quando eu mesma não era capaz de estar comigo, como pedir pra alguém ficar, quando você quer correr de si mesmo?"

(Maria Elvira) 



Aproveitando o ensejo, dá uma sacada nessa moça cantando: Um espetáculo!!!


PS* Eu disse que eu tinha disparado o "escrevedô", agora segura! (rs)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Falar sobre o que não se quer dizer

Sabe...aqueles momentos que você passa frente ao espelho, ensaiando tudo o que pretende dizer, e na hora H, sai tudo ao contrário do que você está pensando? Parece que você simplesmente perde o controle das palavras que vão saindo da boca, quase como uma metralhadora que dispara pra tudo que é lado. E aí, todo aquele ensaio vai por água abaixo. E você mente, pra fazer as pessoas se sentirem mais confortáveis e desobrigá-las de seja lá o que for. Mas faz isso sem saber realmente qual será o efeito de todo esse enredo.

Eu sempre tive dificuldade de expressar minhas idéias e meus sentimentos, e quando parece que vou superar essa dificuldade, eu me enrosco num enredo mais complicado que o outro. E assim, vou me adiando denovo, me perdendo de vista denovo, esquecendo de mim denovo...tudo denovo. Ô laiá, viu! Quando será que vou aprender a lidar com a minha vida?

"I try to call but I don't know what to tell you
I leave a kiss on your answering machine
Oh help me please is there someone who can make me
wake up from this dream?

Spending my time
Watching the days go by
Feeling so small, I stare at the wall
hoping that you think of me too
I'm spending my time

Spending my time
watching the days go by
feeling so small, I stare at the wall
hoping that you are missing me too

Spending my time
watching the sun go down
I fall asleep to the sound
of "tears of a clown"
a prayer gone blind
I'm spending my time..."

(Roxette - Spending My Time)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Palco, palco...eu quero o palco!


Minha voz por aí...

Só pra deixar registrada a minha participação na gravação do cd "Jardim Regado" do Pastor Alexandre Oliveira, onde gravei backing vocals em duas de suas músicas (por enquanto). Todas as canções foram compostas pelo próprio Pastor Alexandre Oliveira. Mais informações e contato para apresentações, visite o blog do Pastor Alexandre Oliveira, clicando AQUI



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sono perturbado...noite bizarra

"-Ufah, enfim a noite acabou!" Foi o que eu pensei ao levantar hoje de manhã. Fiquei dividida entre estar dormindo ou não. Em vários momentos eu não soube distinguir se estava acordada ou sonhando com um ambiente fiel ao meu quarto. Me lembro de ouvir minha mãe levantando às 3h00 da manhã pra ir trabalhar. Toda vez que eu pegava no sono, logo em seguida eu acordava com uma espécie de "cutucão", era o que eu sentia entre um despertar e outro, pelo menos. Parecia que tinha "algo" comigo no quarto essa noite, mas melhor não me aprofundar nesse assunto...sei lá, sou meio sismada com essas coisas. O fato é que eu realmente não sei se eu dormi ou não, essa noite. E também não sei se eu acordei ou já estava acordada na hora de levantar pra ir trabalhar. Esquisito, né? Eu hein!

Espero não ter outra noite dessa tão cedo, ou melhor...nunca mais! Muito bizarro!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Invisible

Eu ainda não perdi a capacidade de me camuflar no meio da multidão. Chega a ser engraçado como eu consigo ficar invisível diante das pessoas. Mas a culpa -se é que eu posso chamar de culpa- é minha, claro!
Eu me isolo e observo, ouço as pessoas conversarem, contarem seus "causos" umas para as outras. Observo também as atitudes, o comportamento, e, por vezes até me reconheço. Aí, fico tentando saber onde eu entro, qual é a minha deixa para entrar em cena. Mas, não tem deixa, não tem cena. O meu  negócio é mesmo, ficar nos bastidores do espetáculo.
O que me deixa profundamente frustrada é estar no meio de uma conversa tentando expor minha opinião quando perguntada e ser brutalmente interrompida por uma conversa atravessada. Eu não sei falar "gritando". E odeio tentar continuar a conversa com um "então..." Isso faz com que eu me sinta uma idiota.
Não tenho energia pra gritar mais alto do que os outros, porque, se quizessem me ouvir, se calariam. Então, subitamente me calo, exercitando o que minha mãe me ensinou: "-Você tem DOIS olhos, e DUAS orelhas para ver e ouvir melhor, e UMA só boca para falar."

E como sempre...séculos sem postar nada aqui :-S

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mão No Bolso

Estou dura mas feliz
Sou pobre mas gentil
Sou baixinha mas saudável, sim


Estou viajando, mas estou de castigo
Sou sensata mas subjugada
Estou perdida mas tenho esperança, querido

E a que tudo isto se resume?

É que tudo ficará bem, bem, bem

Porque uma de minhas mãos esta no bolso,
E a outra está dando um aperto de mão

Sinto-me bêbada mas estou sóbria
Sou jovem e ganho muito mal
Estou cansada mas estou trabalhando, sim

Eu me importo, mas estou inquieta
Estou aqui mas na verdade não estou
Estou errada, e sinto muito, querido

E a que tudo isto se resume?
É que tudo ficará numa boa

Porque uma de minhas mãos esta no bolso,
E a outra está acendendo um cigarro.


E a que tudo isto se resume?
É que eu não entendi tudo ainda


Porque uma de minhas mãos esta no bolso,
E a outra está fazendo um sinal de paz

Eu sou livre, mas sou dedicada
Sou imatura, mas sou esperta
Sou durona, mas sou amigável querido

Estou triste mas estou rindo
Sou valente, mas sou uma covarde
Eu sou maluca, mas sou bonita, querido


E a que tudo se resume
É que ninguém conseguiu decifrar tudo

Porque uma de minhas mãos esta no bolso
E a outra está tocando piano

E a que tudo isto se resume, meus amigos?
É que está tudo bem, bem, bem

Porque uma de minhas mãos esta no bolso,
E a outra está chamando um táxi


(Alanis Morissette)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Will

*06/11/1979
+27/04/2011

Vou te contar uma coisa: Hoje o dia amanheceu cinza, frio, pesado e triste, porque amanhecemos sem você. Acordamos com o gosto amargo do luto na boca, mas ao mesmo tempo com o doce sabor das lembranças. E todas elas vieram à tona. 

Aquela gargalhada debochada, todos os "wooow's" que você entoou, os abraços sufocantes, de quase enforcar que você me dava, cada vez que a gente se encontrava...e todos aqueles porres "homéricos", de ficar com os beiços roxos de tantos vinhos que bebemos. A garoa, nas madrugadas em que ficamos à toa na rua, esperando o sol nascer, desperdiçando todo o nosso vocabulário em conversas intermináveis. 

E todos os debates que travamos, todos os argumentos e idéias que trocamos, cada estrela do céu que contamos...Tudo isso agora vem à tona. Tudo isso, e, a saudade, que já começa a cutucar o coração, e dar sinais de que vai doer muito, por muito tempo. 

Tantos foram os doces gestos seus, que me faltam palavras pra descrever. Dizem que o tempo cura tudo isso. Mas é obvio que as lembranças...nada, e nem ninguém vai me tirar. Nem o tempo!

Will, você vai fazer muita falta, man. Não sei calcular o tamanho da saudade que eu já to sentindo. Mas infelizmente nem tudo é como a gente quer...e como eu queria que tudo isso não passasse de uma brincadeira de mal gosto de alguém.

Onde quer que você esteja agora, sei que está bem. Sua presença entre nós ainda é muito forte. Parece que ainda ouço suas gargalhadas, e suas tirações de sarro comigo...seu espírito jovem ficará pra sempre nos nossos corações.

Vá em paz, meu amigo!

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Ritual da Espera...

Por Giselle Vergna

Lá pelas oito e trinta da manhã Ela desperta, olha pela janela levantando os braços e esticando-se bem para alongar o corpo, toda cheia de ânimo e de esperança, exatamente como faz em todas as manhãs. Ainda com os braços lá no alto, no alge da espreguiçada, logo pensa: - Hoje Ele vem! Eu sinto! Ele vai me telefonar dizendo que vem.

Em seu desjejum, prefere requentar o café do dia anterior, até porque, não vai fazer café antes Dele chegar e correr o risco dele não gostar do café porque não está fresquinho Imagina, que vergonha!

Enfim, às nove e cinquenta e cinco, de fato, Ele telefona para Ela. - Ele me ligou e disse que vem. Eu não disse que hoje Ele viria? Imediatamente ao desligar o telefone, põe-se a faxinar, limpando e perfumando todos os míseros cantinhos da casa com tamanho asseio que quase tira a tinta dos móveis. Troca a roupa da cama, vestindo-a com a colcha mais nova e mais bonita e espalha no que logo será seu leito de amor um perfume diferente, uma fragrância afrodisíaca _era o que dizia na embalagem_ para deixá-los loucos de desejo ao se deitarem. Às onze e quarenta e sete Ela vai para a cozinha pois também quer pegá-lo pelo estômago. Típico pensamento feminino.

As lágrimas de cortar cebola são inevitáveis, mas ela está feliz. Enquanto separa os ingredientes do prato que vai preparar, ela se perde em seus devaneios, idealizando o passo a passo desde a hora que ele chegar até a hora Dele ir embora, pois sabe que será muito rápido, quase que cronometrado, como sempre são os encontros dos dois. Mesmo assim, ela quer que esteja tudo impecável para o encontro ser perfeito. "Voilà"! O prato está pronto! E ela, orgulhosa, considerando-se "Chef".

Agora vem a parte mais difícil. Entra no banho preocupada se vai conseguir aprontar-se a tempo dele chegar, pois são tantos os detalhes que Ela chega a ficar perdida. Liga o chuveiro e deixa as primeiras gotas frias cairem no chão até que água aqueça a seu gosto. Apanha o sabonete e acaricia-se suavemente, imaginando ser as mãos dele, até que todo seu corpo esteja recoberto pela espuma branca como neve que sai daquele sabonete com hidratante de fórmula especial. Para esfregar-se, usa uma bucha vegetal, confiando no que sua bizavó, avó e mãe diziam: Que a tal bucha deixa a pele mais macia.

O banho terminou, mas Ela ainda deixa a água percorrer seu corpo por mais alguns minutos, enquanto pensa em como vai seduzí-lo. Meia hora  depois, Ela enxuga-se e passa para a próxima fase, a de se vestir. Em frente o espelho, ainda com os cabelos úmidos Ela quase não acredita no que vê. Depois de tanta dedicação na arrumação da casa, todo o seu guarda roupas encontra-se espalhado pela cama, e aquilo não se parecia  nem de longe com um leito de amor. Cruzes!

Ela vestiu-se e despiu-se tantas vezes que, acabou optando por uma "roupinha básica". Vestiu então sua melhor lingerie, um shorts desbotado e uma camiseta regata decotada e coladinha, acreditando que daquela maneira ficaria sexy.

Espere um pouco; que horas são? Uaaaau!  Já passa das duas e meia da tarde. Enquanto Ela se arrumava e tentava enfurnar suas roupas devolta no guarda roupas, perdeu a noção do tempo, o almoço esfriou, ela ainda não fez o café. E também não se deu conta que Ele não deu mais nenhum sinal de vida. Andando impacientemente de um lado para o outro da casa limpa e perfumada, com o telefone celular em uma das mãos, e o maço de cigarros já quase vazio na outra, ela não sabe se telefona para perguntar se ele ainda vem, ou se continua esperando ele chegar ou telefonar. Ela não quer ser a mulher chata e grudenta, mas por outro lado, tem medo Dele achar que ela não se importa. 

Presa nesse dilema e ainda imaginando como seria sua tarde de amor, eis que as cinco e meia da tarde Ele telefona para avisar que (como ela já está acostumada a ouvir), não conseguiu cumprir todos os seus compromissos a tempo e que não virá hoje, mas que amanhã sem falta ele virá, porque está morrendo de saudades. Ela engole o choro, tenta disfarsar a voz embargada e diz: Tudo bem, eu entendo! Amanhã a gente se vê então! Ela requenta o almoço intacto, senta na mesa e come aquela comida já sem sabor, mas sem perder a esperança. Às onze da noite vai deitar-se, novamente romantizando o encontro de amanhã, porque, amanhã, com certeza ele vem.

No dia seguinte, lá pelas oito e trinta da manhã Ela desperta, olha pela janeta levantando os braços e esticando-se bem para alongar o corpo, mais uma vez toda cheia de ânimo e de esperança. Ainda com os braços lá no alto, no alge da espreguiçada, logo pensa: - Hoje Ele vem! Eu sinto! Ele vai me telefonar dizendo que vem.

Denovo, mais ou menos às nove e quarenta e dois Ele telefona dizendo que vem, e, lá vai ela dar um retoque na casa, e...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Coisas Que Eu Sei...

(Danni Carlos)

Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Eu sei!

Ao longo dos dias...

Tenho andado meio distraída
Aflita com o que pode ser
Ou com o que nunca mais será
Perco a fome quando lembro seu nome
Mais um cigarro, um café
E aparentemente fica tudo bem

Ao longo dos dias vou tentando viver
Sem as sombras do passado
A me acompanhar
Tento afastar dos meus ouvidos
Os fantasmas que me sopram seu nome
E aparentemente nao tô nada bem

Se alguém me perguntar
Se eu já te esqueci
Vou mentir, dizer que sim
Nem toda dor dura para sempre
Vou esperar que o mundo dê suas voltas
E numa dessas, acabo por...
Enfim...

(Giselle Vergna - 20/06/2006)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O gosto amargo da frustração...

Será que é tão difícil ser honesto com as pessoas? Eu não tenho dificuldade alguma pra dizer o que penso. Mas noto que boa parte das pessoas que me cercam tem problemas pra dizer coisas do tipo: "Eu não gosto de você", "Seu jeito autoconfiante me incomoda" ou "Eu não gosto da maneira como você trabalha" Preferem negligenciar a situação e fingir que está tudo bem, "levar tudo ao banho maria".

Mas não está tudo bem...não estava, nunca esteve. Percebi que o meu pior defeito continua sendo o de acreditar nas pessoas. Mas, tudo bem! Boa parte da negligência foi minha também. O bom disso tudo é que eu sempre acredito no que faço, e sempre acredito que pode dar certo! Enfim...é só a minha "ressaca moral" misturada com umas pitadas de asia, decepção e frustração. Só um desabafo nesta linda manhã de sábado. E vamo que vamo...


PS* Preparem-se, porque agora é que eu vou incomodar, meeeeesmo! 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS: Brasil e Alemanha trabalham em mais uma parceria estratégica

EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS: Brasil e Alemanha trabalham em mais uma parceria estratégica

Demora...

Mas eu venho, nem que seja só pra dizer um OI

É que tanta coisa mudou radicalmente, rapidamente - mudou tudo - e eu mal tive tempo de administrar tanta mudança ao mesmo tempo. Pra variar, eu não estava preparada...Mas alguém consegue estar preparado para mudanças repentinas? Enfim...estou aqui, estou viva, bem viva...e vivendo, loucamente, intensamente, tudo o que eu não vivi em 30 anos. Na música "Desconstruindo Amélia" da Pitty, tem uma frase que cabe perfeitamente à minha atual situação: "Hoje aos 30 é melhor que aos 18, nem Balzac poderia prever".

sábado, 18 de setembro de 2010

Cidade Tiradentes e as eleições 2010.

Por Giselle Vergna.

Estamos a 16 dias das eleições, e aqui na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, tenho notado as pessoas pouco animadas com a política, de um modo geral. O assunto mais comentado nas ruas do bairro é sobre a candidatura de Francisco Everardo Oliveira Silva de 45 anos. Você não sabe quem é? Isto não é nenhuma surpresa para mim!

Confesso que, se eu ouvisse este nome por ai, pensaria que é um candidato igual a qualquer outro. E digo mais: com certeza, se eu o visse andando na rua, sem os apetrechos exageradamente coloridos com o que ele costuma se caracterizar, jamais eu o reconheceria. Pois bem, o candidato em questão, ficou conhecido como Tiririca nos quatro cantos do país ao emplacar em 1996, a música “Florentina Florentina”.
Tiririca é candidato a deputado federal pelo Partido da República (PR). Sabe apenas ler e escrever, diz que não tem idéia do que faz um deputado federal, se auto entitula “o abestado”, e, pasmem: seu slogan de campanha já é considerado um dos mais repetidos pelos eleitores. “Vote no Tiririca, pior que tá, num fica!”

Foi a primeira resposta que ouvi de Rosangela M. S. Heyek (41 anos/Do Lar), ao questioná-la sobre como ela estava encarando as eleições 2010. Rosangela, ainda rindo de sua resposta, me confessou: ” – Estou perdendo a fé em toda essa coisa de política, eleições e governo. Toda eleição é a mesma ladaínha. Eles prometem mundos e fundos, se elegem e depois esquecem as promessas que fizeram. A saúde não é a maravilha que dizem que é, no horário político, e aqui no bairro, estão construindo cada vez mais prédios para as pessoas virem morar. Mas estão se esquecendo da infraestrutura como a ampliação do transporte, por exemplo”. Rosangela reclamou também da educação: ” – Minha filha Fernanda, de 14 anos, foi fazer uma prova recentemente para o processo seletivo na escola Objetivo e não passou, Não ficou nem na média. Ela me disse que na prova, caíram questões sobre as quais ela não aprendeu na escola pública onde estudou”.

Outro depoimento que me chamou a atenção de uma forma negativa, e já começou com a frase categórica: ” – Odeio política!”, foi o depoimento de Johnny F. Gomes de 21 anos, Professor de Desenho: ” – Tenho título de eleitor desde os 16 anos e desde então, voto em branco ou anulo. Não voto em ninguém, porque acho que isso é uma forma do governo lucrar às custas do povo. Enquanto uns candidatos ficam trocando acusações e contando mentidas na propaganda eleitoral, outros fazem palhaçadas para zoar com a nossa cara. Tudo isso é uma palhaçada, nunca muda, só piora. Uma prova disso é o Tiririca ser candidato a deputado federal”. – Mas você não acha que votando em branco ou nulo, você acaba contribuindo para que situação piore? ” – Não é o meu voto que vai fazer a diferença, meu voto não vai mudar nada, não vai fazer falta!”

Já Eduardo Marinho, tem 26 anos, é “Escritor de Graffiti” e mais conhecido no bairro como “Credo”. Ele me disse que está cansado de ouvir os mesmos assuntos nas propagandas políticas. ” – As promessas não mudam. Saúde, educação, transporte, trânsito, habitação não deveriam mais ser abordados em suas propostas porque esses itens são básicos a que a população têm direito, e obrigação de todos os governantes. Sobre isso, não deve-se mais discutir, e sim, fazer e pronto! Quero ver mais propostas para os esportes e para a cultura, que são quesitos nos quais eu acredito que ajudam as pessoas crescerem pessoalmente e ampliarem seus horizontes.

Considerando todas as abordagens que fiz aos moradores da Cidade Tiradentes durante esta semana, concluí que a maioria dos eleitores se mostram indiferentes ao que é discutido no horário político ou em debates entre os candidatos. Separei esses três depoimentos acima porque, apesar dos três também citarem a mesmice dos candidatos, eu consegui prendê-los por alguns minutos durante a entrevista e até desenvolver uma conversa. Enquanto que a maioria das pessoas que eu abordei, me deixaram falando já na primeira pergunta, dizendo: ” – Política não é comigo.” Acredito que esse comportamento de apatia do povo às questões políticas já vem se arrastando há alguns anos. E o fato de um palhaço abestado que também é mágico, mesmo só sabendo ler e escrever, estar na disputa pelo cargo de deputado federal, contribuiu ainda mais para a população fechar os olhos, virar as costas para a política e fingir que está tudo bem.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Meu Travesseiro, Meu Amigo

Se meu  travesseiro pudesse falar
Ele contaria quantas noites passei em claro
Chorando...
Angustiada, agoniada
Ardendo em brasa
Queimando por dentro 
Se ele tivesse armazenado
As lágrimas de amor, e de dor
Que dos meus olhos ele secou
Daria para encher um oceano
Olhando para ele
Eu cantei e contei
Os meus mais secretos segredos
Ele sabe tudo sobre
Os meus mais intimos desejos
Para ele sussurrei nomes
Mas apenas dois
Foram os que ele de fato conheceu
Entreguei a ele
Os meus mais doces pensamentos
E quantas vezes ele acomodou
A minha cabeça cheia de planos
Meus devaneios e sonhos
Quantas vezes disparei contra ele
Tiros de loucura
E enquanto eu o agredia
Com os meus acessos de raiva
Ele acariciava a minha face
Limpando a maquiagem borrada
Das tantas noites de bebedeira
Enquanto a cama, leviana
Insistia em rodar
Eu sabia que ele estaria ali
Sempre no mesmo lugar
Firme como rocha a me esperar
Eu nunca ousaria substituí-lo
Não tenho outro, assim, fiel amigo
Não me importo por ele ser
Completamente mudo
Porque ele...ninguém mais
Será sempre o ÚNICO
A me ouvir atento
Calado
Mas se ele pudesse falar
Eu desconfio...
Talvez me cobraria caro o aluguel
Por muitas horas de terapia
E eu sei, ah, como eu sei
Não teria como pagar.

(Mellinda Margoth)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

IMPORTANTE: CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA A RAIVA 2010

Eu volteeeeei..rsrs, só pra falar da campanha  2010 de vacinação contra a raiva em cães e gatos

 




De 16 à 29 de Agosto, o Centro de Controle de Zoonoses(CCZ) de São Paulo realizará a campanha de vacinação contra a raiva em cães e gatos. Serão mais de 2 mil postos de vacinação, entre postos fixos e postos volantes. Os postos funcionarão das 9h00 às 17h00.
Para saber onde terá um posto de vacinação mais próximo da sua casa, basta ligar para a Central de Atendimento da Prefeitura no número 156, ou acessar a Lista Completa de Postos de Vacinação no site da Prefeitura.

*Coisas que você precisa saber...

A raiva é uma doença transmissível de animal para animal e de animal para o ser humano, cuja transmissão ocorre pelo contágio direto, isto é, pelas mordidas, arranhões ou lambedura de cães, gatos, morcegos ou outros mamíferos infectados.

Nos centros urbanos, cães e gatos, por terem o hábito de caçar, estão mais expostos, podendo entrar em contato com morcego infectado e, dessa forma, virem a contrair a doença. A raiva humana em regiões urbanas é prevenida por meio da vacinação anual de cães e gatos.

NO DIA DA VACINAÇÃO, RECOMENDA-SE

    * Cães dóceis devem estar com coleira e guia, e ser conduzidos por pessoas com tamanho suficiente para controlá-los e contê-los na hora de tomar a vacina;
    * Animais bravos devem estar com focinheira para não oferecer nenhum risco de agressão ao proprietário ou outras pessoas;
    * Gatos são naturalmente muito assustados e precisam ser transportados em caixas de transporte ou similar, para que se evitem fugas ou acidentes;
    * Animais doentes não devem ser vacinados. Exemplos: animais com diarréia, secreção ocular ou nasal, sem apetite, animais que estão convalescendo de cirurgias ou outras enfermidades,
    * Crianças não devem levar os animais para vacinar.

Você sabe o que é RGA?

O Registro Geral Animal – RGA é a identificação para cães e gatos, documento obrigatório com base na lei municipal nº 13.131/01, que pode ser obtido no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou em estabelecimentos veterinários, credenciados pelo CCZ. Para emissão do RGA, o proprietário deve apresentar o comprovante atualizado de vacinação contra raiva.
É isso aí galera não deixe de vacinar o seu bichinho de estimação! Ele precisa de cuidados e você tem que ter responsabilidade com o seu animal.